Papa reza em silêncio na Mesquita Azul

ANSA703338_ArticoloSegundo dia da visita do Papa Francisco à Turquia. O Santo Padre deixou a capital turca, Ancara, às 8.30 da manhã, hora local, e se transferiu para Istambul. No aeroporto, foi acolhido pelo Patriarca Ecumênico, Bartolomeu I, pelo Governador da cidade e por algumas autoridades locais.

A seguir, o Papa se dirigiu para a Mesquita Sultan Ahmet, conhecida como Mesquita Azul, uma das mais importantes de Istambul, a bordo de um utilitário, causando surpresa nos jornalistas turcos. O jornal Hurriyet recordou que as autoridades turcas haviam rejeitado o pedido do staff de Francisco para utilizar “um carro modesto” nos deslocamentos durante a visita na Turquia.

Na Mesquita o Pontífice foi recebido pelo Grão-Mufti, por outro Mufti e por dois Imames. Em respeito à tradição, entrou sem calçados. Na Mesquita, o Grão Mufti explicou ao Papa alguns versículos do Alcoorão. Ao chegarem diante da ‘mirhab’, uma niquia de mármore que indica a direção da Meca, o Grão Mufti explicou ao Papa outras passagens do Alcoorão e da origem da palavra “mirhab”, falando também da figura de Zacarias, do nascimento de João, de Isabel e de Maria. Francisco, o terceiro Pontifíce a visitar uma Mesquita, permaneceu alguns minutos recolhido em oração silenciosa – ao lado do Grão-Mufti – com as mãos sobre a cruz peitoral.

“Tratou-se de uma adoração silenciosa”, precisou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, destacando que durante a visita à Mesquita o Papa falou duas vezes “devemos adorar a Deus”, acrescentando que “não devemos somente louvá-lo e glorificá-lo, mas devemos adorá-lo”. “Foi um belo momento de diálogo inter-religioso”, destacou Padre Lombardi, “a mesma, idêntica coisa que fez Bento XVI há oito anos”. O primeiro Pontífice a entrar em um templo muçulmano, foi João Paulo II em 6 de maio de 2001, na Mesquita de Ommayadi, em Damasco.

O Papa Francisco chegou à Mesquita a bordo de um utilitário, causando surpresa nos jornalistas turcos. O jornal Hurriyet recordou que as autoridades turcas haviam rejeitado o pedido do staff de Francisco para utilizar “um carro modesto” nos deslocamentos durante a visita na Turquia.

Após a visita à Mesquita Azul, o Pontífice se dirigiu ao Museu de Santa Sofia, antiga basílica dedicada à Divina Providência, em cujo livro de Ouro, escreveu: “Quam dilecta tabernacula tua Domine!” (Como são amáveis as vossas moradas, Senhor dos exércitos!). Contemplando a beleza e a harmonia deste lugar sagrado, a minha alma se eleva ao Todo-poderoso, fonte e origem de toda beleza, e peço ao Altíssimo para guiar sempre os corações da humanidade no caminho da verdade, da bondade e da paz”. (Sl 83)

Depois, o Santo Padre deslocou-se para a sede da Representação Pontifícia, em Istambul, onde foi acolhido por cerca de 50 representantes das Comunidades católicas locais: latina, armênia, síria e caldeia, guiadas por seus respectivos lideres. Ali, o Papa recebeu as boas vindas do Presidente da Conferência Episcopal turca, Dom Ruggero Franceschini.

Fonte: Rádio Vaticano

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